backer

Olá,

Este estudo de caso detalha o histórico de um acidente por contaminação de um tanque de cerveja da Cervejaria Backer, localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A análise das causas do acidente foi conduzida pela Polícia Cívil de Minas Gerais em conjunto com o Ministério do Agricultura, Pecuária e Abastecimento e durou 5 meses.

Todos os textos deste post são cópias diretas de sites e por isto, ao final de cada post, coloco a fonte.

Por conta do acidente, a Cervejaria Backer elaborou um site específico para tirar as dúvidas de consumidores e da sociedade: https://canalbacker.com.br/

A conclusão da análise pela Polícia Cívil de Minas Gerais e a nota emitida pela Cervejaria Backer em Junho de 2020 indicam a importância de uma cadeia de suprimentos monitorada e controlada detalhadamente em todos os momentos da fase de produção, conforme descreve o requisito 8.4 da ISO 9001:2015.

 “O vazamento fisicamente ocorreu porque havia furos nos tanques, no alinhamento da solda. Mas a questão a se destacar não é a ocorrência do vazamento, é o uso de uma substância tóxica dentro de uma planta fabril destinada à alimentação. Ela não poderia ocorrer, por uma simples análise de elementos técnicos nos equipamentos usados. Bastaria uma simples análise, uma simples leitura de três linhas para saber que aqueles equipamentos deveriam funcionar com anticongelantes não tóxicos”, ressaltou - Polícia Cívil de Minas Gerais - 09 Junho de 2020

Se a sua empresa ou a empresa onde você trabalha utiliza fornecedores externos no processo produtivo, use as lições aprendidas deste acidente e aplique no seu negócio.

"Estamos diante de um caso raro que, certamente, serve de aprendizado para o mercado de produção de cervejas no mundo, a Medicina, a gestão de negócios e a sociedade."

Backer, 12 de junho de 2020

Eu visitei a cervejaria em setembro de 2018 e fiquei encantada com o chopp, atendimento, comida, local e o sorvete de queijo com goiabada. Como cliente da Cervejaria Backer torço para que os esclarecimentos continuem para que possamos confiar novamente na empresa. 

Toda a minha solidariedade às 29 famílias que foram impactadas por este acidente.

Abraços, Patricia 

Elaborado em:  13 de junho de 2020

Revisado em:  15 de junho de 2020


12/01/2020 - Início das análises pela Polícia Civil de Minas Gerais

14/01/2020 - Primeira Notificação - Comunicado Backer

Após entrevista coletiva nesta tarde, a Polícia Civil divulgou laudo informando que a substância dietilenoglicol foi identificada em duas amostras da cerveja Belorizontina, recolhidas na casa de clientes. Vale ressaltar que essa substância não faz parte do processo de produção da cerveja, fabricada pela Cervejaria Backer.

Por precaução, os lotes em questão - L1 1348 e L2 1348 - citados pela Polícia Civil, e recolhidos na residência dos consumidores, serão retirados imediatamente de circulação, caso ainda haja algum remanescente no mercado.

A Cervejaria Backer continua à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário até a conclusão das investigações.

15/01/2020 - Equipe para análise de causa - Comunicado Backer

Conforme anunciado na coletiva de imprensa do dia 14 de janeiro, a Backer estruturou uma equipe especializada, que desde ontem atua para prestar assistência e fornecer o apoio necessário aos pacientes e seus familiares. A empresa se solidariza com essas pessoas, compartilha da mesma dor que eles vivem nesse momento, e reforça sua atenção e seu compromisso em disponibilizar todo o suporte necessário para cada um deles.

A Backer está aberta para receber o contato desses familiares sempre que desejarem e continua colaborando com as autoridades e verificando seus processos para contribuir com as investigações e ter respostas o quanto antes.

16/01/2020 - Mortes Suspeitas - Jornal O Globo

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou na manhã desta quinta-feira a terceira morte entre os casos suspeitos de intoxicação pelo solvente dietilenoglicol em Minas Gerais.

O paciente, um homem de 89 anos, estava internado no hospital MaterDei, em Belo Horizonte, e não resistiu. Ele estava entre os 17 casos suspeitos e apresentava sintomas da síndrome nefroneural, que teria sido provocada pela cerveja Belorizontina.

Dos casos investigados, quatro tiveram a intoxicação pelo dietilenoglicol atestada por exames. Um deles, Pachoal Dermatini Filho, de 55 anos, também faleceu.

  • Veja o post no instagram:

https://www.instagram.com/p/B7YUNuSpy3I

17/01/2020 - Mais lotes contaminados - Jornal O Globo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma nota informando que identificou a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol em oito produtos da Cervejaria Backer.

Foram encontradas as substâncias tóxicas nas marcas Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2, além das marcas Belorizontina e Capixaba, que já haviam sido identificadas como contaminadas.

A informação foi dada pelo colunista Lauro Jardim. As análises foram realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e constataram 21 lotes contaminados.

A cerveja Belorizontina passou a ter 12 lotes contaminados.

  • Veja o post no instagram:

https://www.instagram.com/p/B7Zc4EWp2ZR

09/06/2020 -Polícia Cívil de Minas Gerais conclui investigações sobre síndrome nefroneural

  • Reportagem completa do Jornal Estado de Minas Gerais

https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2020/06/10/interna_gerais,1155364/caso-backer-saiba-como-a-policia-detectou-causa-de-contaminacao-de-ce.shtml

  • Reportagem completa da Polícia Civil de Minas Gerais

https://www.policiacivil.mg.gov.br/noticia/exibir?id=2432070&=PCMG-conclui-investiga%C3%A7%C3%B5es-sobre-s%C3%ADndrome-nefroneural

  • Vídeo da coletiva de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais

https://www.youtube.com/watch?v=wqgO8i_iX_4&feature=youtu.be

  • Vídeo explicativo com a simulação do vazamento elaborado pela Polícia Civil de Minas Gerais

https://www.instagram.com/tv/CBPIKBGAlQc

  • Reportagem do Fantástico de 14 de junho

https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2020/06/14/caso-backer-fantastico-mostra-com-exclusividade-como-a-contaminacao-das-cervejas-aconteceu.ghtml

  • Conclusão dos Análises pelo Ministério da Agricultura

Clique aqui para ler a matéria completa no Site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam a presença dos contaminantes dietilenoglicol e etilenoglicol em cervejas produzidas pela marca Backer desde janeiro de 2019, conforme relatórios de produção disponibilizados pela empresa.

Após a validação do método quantitativo, que permite determinar a quantidade de contaminantes, o Mapa fez a análise de mais de 700 amostras de produtos e insumos coletados na cervejaria Backer e no comércio, visando apurar a contaminação.

Até o momento os rótulos de cervejas contaminadas detectadas pelo método quantitativo são: Belorizontina, Capitão Senra, Backer Pilsen Export, Corleone, Capixaba, Três Lobos Pilsen, Layback D2 e Bravo. A empresa também solicitou a reabertura e a liberação de seu parque fabril. O pedido será atendido somente após a cervejaria cumprir as exigências feitas pelo Mapa e ser capaz de garantir a segurança da produção futura.

12/06/2020 Carta aberta da Backer

Nessa semana, a Polícia Civil de Minas Gerais finalizou as investigações sobre o caso Backer. O inquérito chancelou o que já havíamos dito: houve um acidente, pontual, sem intenção de causar mal a qualquer pessoa - o que não isenta nossa responsabilidade no caso.

Conscientes disso, reforçamos nossas sinceras desculpas a todos. Em especial, às vítimas e suas famílias.

Reiteramos que não mediremos esforços para honrar com todas as nossas responsabilidades com as vítimas, os consumidores e a Justiça.

A conclusão do inquérito traz luz ao que de fato aconteceu, na visão do órgão investigador. Porém, considerando o que foi divulgado por diversas fontes, cabe esclarecer:

(1) Como sempre afirmamos, nunca adquirimos dietilenoglicol. Utilizávamos, sim, o monoetilenoglicol em nosso processo produtivo. Não há qualquer regulamentação que proíba a utilização do produto no processo de refrigeração externo. Tanto é que a empresa foi fiscalizada dezenas de vezes pelo Mapa, sem qualquer questionamento. 

(2) As investigações da Polícia apontaram que o acidente foi provocado por um vazamento em 1 dos 70 tanques, que apresentou defeito de fabricação. Trata-se de um tanque novo, que iniciou operação dia 5 de setembro de 2019 e foi produzido por empresa referência no mercado brasileiro.

(3) Sobre o pagamento de auxílio emergencial às vítimas, reiteramos nosso interesse pleno na resolução, o mais rápido possível. Porém, todos os nossos bens encontram-se bloqueados pela Justiça. Em paralelo, a Justiça determinou regras para o reconhecimento e pagamento de auxílio. Somente na última segunda-feira, a empresa conseguiu uma antecipação de venda de estoque, no valor de R$ 200 mil, e depositou em juízo para acelerar o processo de pagamento. Cabe à Justiça definir quando e como esse recurso será distribuído.

Estamos diante de um caso raro que, certamente, serve de aprendizado para o mercado de produção de cervejas no mundo, a Medicina, a gestão de negócios e a sociedade.

Temos muito a trabalhar, principalmente para honrar as responsabilidades financeiras e morais. Agradecemos às pessoas que nos apoiaram nos últimos cinco meses. Esperamos contar com a confiança de vocês daqui pra frente

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